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Como sempre, Salinópolis ficou lotada
Por Diário do Pará   
25-Jul-2011

O quarto final de semana de julho atraiu mais de 100 mil pessoas para a praia do Atalaia em Salinópolis, nordeste paraense. O domingo, que começou com o céu bastante nublado, não desanimou os banhistas que queriam aproveitar o dia e vieram de longe nos piqueniques.

“É o único dia que temos para aproveitar. Saímos de Bragança às 4h da manhã para chegar bem cedo aqui e aproveitar até o fim. Nem mesmo a falta do sol vai nos desanimar”, contou rindo o comerciário João Oliveira, que veio em um ônibus com mais 50 pessoas. O estacionamento reservado para os transportes coletivos com capacidade para cerca de 100 carros estava lotado.

Em toda a extensão da praia, cada metro quadrado era disputado pelos 30 carros que entravam na areia por minuto. Segundo o Departamento de Trânsito do Estado do Pará (Detran/PA) a estimativa, é que seis mil veículos tenham circulado na praia do Atalaia apenas na manhã de sábado.

Pelo fluxo muito grande de pessoas, a quantidade de lixo que foi encontrada na manhã de domingo era impressionante. “A sensação que eu tenho é que estou andando em um lixão. É um absurdo o que é feito com essa praia. O mínimo que temos que ter é bom-senso”, comentou a publicitária Roberta Soares.

Outro problema ocasionado pela imensa quantidade de pessoas são os acidentes de trânsito na areia. Alguns incidentes têm acontecido por causa de imprudências. Na última sexta-feira, uma criança de oito anos que brincava pela praia foi atropelada por um quadriciclo e faleceu.

Essa situação está chamando atenção de todos que têm crianças e precisam ficar de olho nos pequenos. “Não temos a menor segurança de trazer e deixar os meus filhos se divertirem com tranquilidade. Esses carros não param de passar por entre as crianças e não consigo nem aproveitar”, disse a professora Cláudia Riso.

Empurradores aproveitam para lucrar

Mas a praia não é apenas lugar para diversão. Muita gente aproveita o momento para ganhar um dinheiro extra.

Um desses “bicos” é empurrar carros que atolam na areia. Eles são conhecidos como empurradores ou desatoladores. Essa nova “profissão” já existe a cerca de cinco anos e iniciou com apenas quatro homens que empurravam, agora já são de cinco a seis equipes.

Divididos em equipes de quatro a cinco homens, eles se revezam a cada carro atolado. “Somos bem organizados e cada um tem a sua vez”, comentou Adriano Oliveira, que durante o ano inteiro trabalha de chapista e em julho ganha um dinheiro a mais desatolando os veículos. Ele ainda diz que, às vezes, o dinheiro arrecadado no dia é bem mais do que uma diária normal. Em média, por dia, eles arrecadam R$40 a R$60 que é dividido por quem ajudou a empurrar.

Os preços cobrados em cada carro variam conforme a dificuldade encontrada para desatolá-lo e do tamanho do veículo. “Se for mais difícil de tirar, vamos ter que chamar mais gente e consequentemente ter que cobrar mais”, explicou Adriano.

Mas nem todos trabalham pelo dinheiro. Esse é o caso do estudante de 18 anos, Chandlendson Monteiro. Ele que é nativo de Salinas, mas mora em Belém, aproveita as férias escolares para rever os amigos e se divertir. “Minha família é toda daqui. Em julho venho revê-los e aproveito para me divertir empurrando esses carros. O dinheiro? Ajuda, mas não é o principal”, diz.

Comentários
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Nadjela Alves  - Como chegar em Salinas?   |07/08/11
Estou planeijando conhecer Salinas,porém gostaria de saber se existe apenas trajeto de carro e ônibus...Existe vôos para lá??...Andei pesquisando,lá é muito bonito.
ROSIMAR REIS  - saudades de minha terra   |06/08/11
Estou a quatro anos em manaus,mas não esqueço desse paraíso que é salina.
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