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Praias paraenses: ondas para surfar
Por Diário do Pará   
02-Fev-2010
Pará, o lugar dos grandes rios, das singulares palafitas e do surf! Pouco se é divulgado, mas o Estado que é considerado pelos amantes do esporte o único lugar da Amazônia apropriado para pegar grandes ondas é ainda característico pelas suas variações: pode-se surfar em ondas de águas doces, salgadas e até mesmo em enormes pororocas. O fato é que o surf tem se tornado uma modalidade cada vez mais praticada pelos paraenses, principalmente para os nativos dos balneários da região.

O surf começou no Pará em meados dos anos 70, na praia do Atalaia, em Salinópolis. O esporte chegou por aqui através de belenenses viajados, que costumavam surfar em outras regiões do país e do mundo. A novidade inicialmente marítima ganhou força e se tornou fluvial. Até o início dos anos 80 o surf praticamente se restringia a Salinópolis e suas adjacências. Com a adesão de novos adeptos sedentos de aventura, foram feitas diversas trips especializadas em surf com o intuito de descobrir novos locais com boas ondas.

Foi nesse momento histórico que a praia da Princesa, em Algodoal, a praia do Crispim, em Marudá, a praia de Ajuruteua, em Bragança, além de outras já famosas pelas suas belezas naturais viraram palco para a arte do equilíbrio entre as ondas em cima de uma prancha. As praias de água doce na ilha de Mosqueiro ganharam um destaque ainda maior ao serem as únicas águas fluviais do mundo onde se desenvolvem ondas surfáveis. Se não bastasse, a região ainda é propícia para as enormes pororocas produzidas pelos furos dos rios amazônicos que deságuam pelo litoral paraense, a exemplo do que ocorre em São Domingos do Capim e no Arquipélago do Marajó.

Dos primórdios do surf no Pará para a atualidade, muito se foi organizando. Foram abertas lojas especializadas, criaram-se veículos informativos e associações especializadas no assunto. Porém, um dos principais destaques foi a mudança social na vida de muitos paraenses que vivem próximos das praias e que aprenderam a amar o esporte. Foi o caso de Magno da Silva, de 25 anos, que mora em Salinópolis e passa o dia entre o trabalho em uma barraca-bar no Atalaia e as ondas que pega em cima da prancha.

“O nativo não faz aula de surf, não. Aprende sozinho mesmo. Eu surfo desde os 12 anos, peguei uma prancha emprestada e entrei na água. Hoje em dia eu já dou aula pra quem quiser aprender. Salinas é um ótimo lugar para surfar. Pra mim é algo feito por esporte, por alma mesmo”, revelou. Diferente dele, a pequena Dayse Costa, de apenas 11 anos, sonha em ser uma surfista profissional. Apesar das metas diferentes, ela também mora em Salinópolis e aprendeu a enfrentar sozinha as ondas em uma prancha. Com um detalhe: sem saber nadar!

“Aprendi aos oito anos e não parei mais. Não tive medo. A minha rotina até hoje é ir ao colégio de manhã e passar ao menos três horas da minha tarde no surf. Se eu caio da prancha, me seguro no fio que prende ela ao meu tornozelo. É difícil ver alguma menina surfando, principalmente tão nova. Mas eu quero ser campeã e meus pais me apoiam nisso”, explicou. Os resultados já começaram a aparecer. Ela foi a campeã da 2ª Etapa do Circuito Paraense de Surf do ano passado na categoria feminina.


Águas quentes e longe de ataques

Muitos surfistas moram longe das praias, mas nem por isso deixam de praticar o esporte. É o caso de Dimie Klautau, que mora em Belém e costuma frequentar os balneários nos finais de semana para surfar há cerca de 12 anos. “Já surfei na pororoca, em Mosqueiro, Salinópolis, Algodoal e Bragança. Um diferencial do Pará é que as águas são quentinhas e não existe perigo eminente de ataques de tubarão”, destacou.

Além disso, os paraenses não precisam se preocupar com o chamado “deslocalismo”, que é quando uma pessoa tem que viajar para um município distinto do seu para surfar e acaba sendo barrado pelos que moram lá.

“Isso acontece muito no sul do país. Em certos lugares os nativos não deixam os visitantes surfarem. Isso não existe aqui, muito pelo contrário. Nós conseguimos manter um contato com eles e trocamos experiências”.


Por que se orgulhar?

O Pará é o único lugar da região Norte que possui praias propícias pro surf tanto em água salgada quanto em doce, além de ser palco para um fenômeno raro e admirado pelos que praticam o esporte: a pororoca. Além disso, as praias da ilha de Mosqueiro são as únicas de água doce a produzirem ondas surfáveis do mundo.
Comentários
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Fabio Magalhaes  - Aulas de surf   |16/01/11
Gostaria de ter aulas de surf, moro em Belem, como posso fazer? Onde?
CRISTIANE  - EU QUERO ...   |05/06/10
QUERO SABER ALGUNS LUGARES , HOTÉIS , POUSADAS ,RESTAURANTE , LOJAS QUE TEM NA REGIÃO NORTRE
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