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Clima ferve para veranista em Salinas
Por O Liberal   
27-Jul-2009
Depois de uma noite conturbada por causa da maré alta, a praia do Atalaia, em Salinópolis, recebeu ontem de manhã o maior número de pessoas deste mês de julho. Até as 10 horas, o nível da água atingiu cerca de 5,2 metros. Mesmo assim, no local, 45 carros por minuto passavam pela estrada de acesso à praia, aonde cerca de 350 ônibus e vans, que saíram do interior e da capital paraense para aproveitar o veraneio em Salinópolis, chegavam. Ao todo, mais de 150 mil pessoas foram à praia.

Desta vez, o que chamou atenção foi uma tartaruga-gigante, de 200 quilos e quase um metro de comprimento, que apareceu morta no mar. Segundo os bombeiros que a resgataram, provavelmente ela se prendeu em uma rede de pescadores e, com a corrente de água, acabou parando na praia do Atalaia.

Segundo o cabo Vinícius Andrade, a situação é bastante comum. Isso porque vários pescadores não respeitam os locais corretos de pesca e acabam pegando animais que não deveriam ser resgatados. Até as 13 horas de ontem, foram registrados no posto do Corpo de Bombeiros dois casos de crianças perdidas dos pais e cinco de ferroadas de peixe bagre, que costuma ficar na parte rasa do mar.

Apesar de ter sido um fim de semana movimentado, os vendedores ambulantes reclamaram da quantidade de vendas por causa da maré alta. Como o nível da água alcançou mais de 5 metros, muita gente deixou para frequentar a praia somente depois das 10 horas ou, como no sábado, após a meia-noite.

Segundo o vendedor de água de coco Pedro Ferreira, que vendeu mais de 150 unidades no fim de semana passado, desta vez foram apenas 100. 'As vendas foram muito ruins, mas deu para garantir um dinheirinho para se manter durante a semana', disse. A veranista Kátia de Souza, que está em Salinas desde o dia 22 de julho, disse que a maré alta foi o único problema do fim de semana.

Por causa do episódio, ela deixou de entrar em uma das festas no Atalaia no sábado. Já ontem de manhã, ela deixou para ir à praia somente depois das 11h30. 'Perdi uma manhã de sol e uma noite de badalação. Mas, mesmo assim, não há no Pará lugar melhor para curtir o verão que Salinas', contou. Somente quem gostou do nível alto da água foram os surfistas, que aproveitam a cheia para praticar o esporte.

Segundo a Polícia Militar, nenhuma ocorrência grave foi registrada durante todo o final de semana. A expectativa é que o próximo domingo seja ainda mais movimentado, já que não há previsão de maré alta.

Orla do Maçarico concentra opção para quem procura mais tranquilidade

Nem só de festas vive Salinópolis. Na orla do Maçarico, crianças e idosos encontram um clima familiar. É que no local há programações infantis, passeios de bicicleta e ainda um passeio pela cidade. A orla também é considerada a praça de alimentação de Salinas. Quem precisa matar a fome encontra no espaço uma grande variedade de restaurantes e lanchonetes. São brinquedos infláveis, camas elásticas e um parque de diversões para a criançada.

Segundo Vânia Azevedo, mãe do pequeno Luan, de apenas 3 anos, não há lugar melhor em Salinas para quem pretende aproveitar a companhia da família. O problema é que mesmo longe da badalação, muita gente coloca o som automotivo no último volume. 'É uma falta de respeito essa poluição sonora. Precisamos de uma fiscalização eficiente. Não temos sossego em lugar algum', ressaltou.

Mário Menezes, que estava com a mulher e os dois filhos pequenos na orla, compartilha a mesma opinião. Mas, para ele, ainda assim o Maçarico consegue oferecer um clima mais agradável que a praia do Atalaia, onde acontecem as maiores festas da cidade no período de férias.

Quem não reclama da movimentação na orla do Maçarico são os vendedores de lanches. Dona Maria Luísa dos Santos, que vende churrasquinho no local, chega a faturar R$ 200 em apenas uma noite. Como cada um custa, aproximadamente, R$ 2, ela vende cerca de 100 unidades em pouco mais de cinco horas.

O vendedor de churros João Miguel Soares também comemora a grande quantidade de veranistas nas férias deste ano. Somente na noite de sexta-feira, ele vendeu pouco mais de 50 unidades feitas de doce de leite. Ele explica que a procura é grande por ser um produto mais barato que os que são vendidos nas lanchonetes e na praia do Atalaia. 'Todo final de semana é uma loucura. Mas não reclamo, pois o faturamento é muito bom', disse.

Durante toda noite, o trânsito fica lento na Orla do Maçarico. Mas o Departamento de Trânsito do Estado (Detran) procura fazer uma fiscalização rigorosa para organizar o fluxo de veículos. Além disso, eles alertam os veranistas sobre o uso do cinto de segurança.

Gerente de um restaurante e choperia que funciona na orla há pouco mais de 20 dias, Breno Teles se diz satisfeito com a movimentação deste verão. Prova disso é que há cada final de semana o faturamento da empresa cresce ainda mais. A expectativa é que no próximo final de semana, que já é no mês de agosto, seja o melhor das férias de julho.

Depois do último final de semana do verão, Breno Teles conta que o restaurante não vai funcionar com a mesma freqüência. Isso porque não é lucrativo mantê-lo aberto em outro período que não seja de férias ou feriados. 'Salinas é uma cidade sazonal. Ela só está cheia nessas datas', explicou.

Breno diz ainda que o público do restaurante é sempre bom porque ele fica longe dos engarrafamentos do Maçarico. 'Como o restaurante é localizado no início da orla, muita gente prefere ficar aqui. Até porque não temos problemas de estacionamento', disse.
Comentários
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Jorge Vilas Boas  - Dunas   |04/09/09
Eu acho que falta mais rigor do poder publico principalmente do prefeito , no sentido de cobrar e responsabilisar os barraqueiros da praia do Atalaia para nao jogar lixo principalmente vidros nas dunas , deveria ser exigido de cada barraqueiro a limpesa e conservacao de sua area tanto de traz da barraca area das dunas como na praia , e aplicar multas pela nao conservacao do meio ambiente , Afinal de contas eles estao explorando o local e destruindo nosso lazer. Jorge Vilas Boas (Belem Parà)
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